Há uns meses atrás partilhei duas fotografias do rio Toco, um dos rios que tenho vindo a explorar nos últimos três anos e que não me tem parado de me maravilhar pela riqueza que apresenta. O vale do rio é extremamente acidentado, e o acesso às margens do rio dificultado pela densa vegetação e enormes rochas graníticas que compõem a paisagem. No entanto, por vezes, abrem-se clareiras, como é o caso da primeira fotografia, tornando o cenário idílico, e o forte relevo proporciona diversas quedas de água à medida que o rio avança pelo vale.
Local: Ermida, Serra do Gerês
Quando regresso à bela e invulgar cascata do arado em plena serra do Gerês tinha a intenção de experimentar algo diferente da última vez que aqui tinha estado. Velocidade de obturação, luz, perspectiva e enquadramento eram as variáveis. Na primeira fotografia, já no crepúsculo, era-me permitido experimentar velocidades mais lentas e assim criar uma noção de movimento mais acentuada. Nas segunda fotografia, uma perspectiva diferente da cascata, em que os tons verdes e azuis da água contrastam com os tons alaranjados do granito molhado.
Giant house spider (Tegenaria sp.)
Local: Peninha, Serra de Sintra
Uma das vantagens de fotografar em Sintra é que dificilmente vimos de lá sem pelo menos uma fotografia, tanta que é a diversidade de motivos. Neste dia o objectivo era fotografar os "pequenos" habitantes do bosque da Peninha, depois de mais de uma hora à procura de uma espécie interessante, eis que surge este verdadeiro gigante, uma aranha do género Tegenaria com um comprimento entre patas a atingir os 8cm. Esta é uma das maiores aranhas que podemos encontrar na Europa ocidental.
Local: Peninha, Serra de Sintra
Uma das vantagens de fotografar em Sintra é que dificilmente vimos de lá sem pelo menos uma fotografia, tanta que é a diversidade de motivos. Neste dia o objectivo era fotografar os "pequenos" habitantes do bosque da Peninha, depois de mais de uma hora à procura de uma espécie interessante, eis que surge este verdadeiro gigante, uma aranha do género Tegenaria com um comprimento entre patas a atingir os 8cm. Esta é uma das maiores aranhas que podemos encontrar na Europa ocidental.
Local: Praia da Ursa, Sintra
O parque natural Sintra-Cascais é reconhecidamente rico em diversidade e singularidades. Uma dessas singularidades é a proximidade da serra de Sintra com a linha costeira o que resulta em condições climatéricas únicas. Por ventura a praia mais icónica do parque será a praia da Ursa caracterizada pela rocha da Ursa, na segunda fotografia, e que lhe dá o seu nome.
Esta tem sido a praia que mais tenho explorado no último ano e, invariavelmente, foco a minha atenção na rocha da Ursa, pela sua forma, mas sobretudo pelos tons e textura que adquire ao por-do-sol.
Local: Rio Ermida, Serra do Gerês
Já fez um ano que decidi criar um blog para partilhar as maravilhas naturais que tenho vindo a fotografar nos últimos anos. Neste momento de aniversário tenho de agradecer a todos os meus companheiros de viagem pelos momentos fantásticos que partilhámos, sendo que tem sido unânime que o mais importante numa saída não era a fotografia mas o momento de comunhão entre nós e com a natureza. Agradeço, também, aos visitantes deste blog, que sem os quais nada disto faria sentido.
Bosca's Newt , (Lissotriton boscai))
Local: Serra de Sintra
Marbled Newt , (Triturus marmoratus)
Local: Serra de Sintra
A Serra de Sintra com o seu clima fresco e húmido todo o ano é um território perfeito para a proliferação de tritões e salamandras. Das sete espécies endémicas em Portugal, já me foi possível confirmar a existência de quatro, as quais tenciono fotografar com regularidade este ano.
Aproveitando o final do período de reprodução destas duas espécies, o tritão-marmoreado e o tritão-ibérico (ou tritão de ventre-laranja), visitei recentemente os locais com as características ideais para tal (águas calmas, mas oxigenadas) e confirmei que os adultos ainda permanecem por lá antes de regressar para os seus esconderijos habituais. É possível que o clima de Sintra atrase o período de reprodução destas espécies até muito perto do Verão, quando noutros locais já terminou a algum tempo.
Common-Toad, (Bufo Bufo)
Local: Peninha, Serra de Sintra
A serra de Sintra é uma região com uma imensa e diversa fauna, sendo que é possível encontrarmos a maioria das espécies de anfíbios existentes em Portugal. Aproveitando uma noite nesta primavera com as condições atmosféricas ideais para a actividade de anfíbios de hábitos noturnos parti na companhia de Tiago Duarte, Nuno Valverde e Tiago Ferreira à procura destas espécies.
Após um início de noite sem conseguirmos visualizar qualquer espécie, com o passar das horas lá começaram a aparecer, embora com timidez. Este sapo-comum, ainda jovem, foi uma das espécies encontradas, mas para meu espanto quase dois metros acima do nível do chão em cima de uma rocha passando despercebido por todos, excepto de Tiago Duarte, curiosamente o único não-fotografo.
Nos últimos dois anos tenho vindo a explorar com maior regularidade o Parque Natural de Sintra-Cascais na companhia dos amigos e fotógrafos Nuno Valverde, Rúben Neves (na segunda foto) e Tiago Ferreira. Este parque é um dos parques naturais do nosso pais, que apesar de tudo se tem preservado tendo em conta a proximidade de um grande centro urbano como é Lisboa e a sua área metropolitana.
A serra de Sintra, e em concreto a Peninha, possuem características geográficas, mas sobretudo climatéricas distintas da região em que estão inseridas. Sendo que a instabilidade do clima é uma das primeiras características que saltam à ideia de qualquer pessoa que conheça a serra de Sintra. As fotografias acima foram captadas no Verão de 2011, num dia em que estavam 33 graus em Lisboa e céu limpo, mas na Peninha a temperatura caía para 17 graus, com uma densa neblina e chuva. Esta instabilidade torna-se assim uma das oportunidades fotográficas que a serra nos permite.
A região da serra do Gerês, por razões afectivas, sempre foi o meu local de predileção e onde eu regresso sempre que possível. No entanto a minha zona de conforto sempre se situou na região mais ocidental, mas nos últimos anos tenho vindo a descobrir mais da zona oriental, e com especial destaque em Pitões das Júnias.
Longe dos pontos turísticos do Parque Nacional da Peneda-Gerês, Pitões das Júnias apresenta uma imensa variedade de fauna e flora a explorar mas neste dia o objectivo era chegar à base da cascata que tem o nome desta aldeia. O caminho não era fácil, mas isso apenas tornava o percurso mais interessante e aumentava a expectiva do que encontraríamos lá em baixo, falo no plural pois viajava com a companhia de Rúben Neves e Nuno Valverde.
Infelizmente a altura era de seca acentuada, o que afectava o caudal da cascata, mas o ambiente e os tons proporcionados compensavam.
Longe dos pontos turísticos do Parque Nacional da Peneda-Gerês, Pitões das Júnias apresenta uma imensa variedade de fauna e flora a explorar mas neste dia o objectivo era chegar à base da cascata que tem o nome desta aldeia. O caminho não era fácil, mas isso apenas tornava o percurso mais interessante e aumentava a expectiva do que encontraríamos lá em baixo, falo no plural pois viajava com a companhia de Rúben Neves e Nuno Valverde.
Infelizmente a altura era de seca acentuada, o que afectava o caudal da cascata, mas o ambiente e os tons proporcionados compensavam.
O sul da Suiça é caracterizada pelos seus grandes lagos, que têm origem nos rios que nascem a norte e não encontram saída para o mar, acabando por ficarem retidos.
Nas manhãs, mesmo que sob um forte sol, forma-se uma neblina sobre os lagos, neste caso o Lago de Lugano. Esta neblina, sobre a água, combinada com o relevo fortemente acidentado forma um cenário quase místico em que à distância tudo fica mascarado, sem pormenores, apenas restando a percepção do ambiente.
Esta é última fotografia desta viagem. Outras ficaram por partilhar, talvez num futuro próximo.
Nas manhãs, mesmo que sob um forte sol, forma-se uma neblina sobre os lagos, neste caso o Lago de Lugano. Esta neblina, sobre a água, combinada com o relevo fortemente acidentado forma um cenário quase místico em que à distância tudo fica mascarado, sem pormenores, apenas restando a percepção do ambiente.
Esta é última fotografia desta viagem. Outras ficaram por partilhar, talvez num futuro próximo.


















